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O árabe é a quarta língua com maior número de falantes nativos, atrás apenas de mandarim, inglês e espanhol. São 315 milhões de pessoas que têm o árabe como primeira língua, segundo informações do Ethnologue, num total de 58 países que fazem uso dela, principalmente na África e na Ásia, entre os quais Argélia, Egito, Marrocos, Arábia Saudita, Sudão, Síria, Jordânia, Tunísia e Kuwait.

Trata-se, portanto, de uma das línguas mais usuais (e importantes) do planeta. Não por acaso, em 1973, o árabe passou a ser considerado a sexta língua oficial das Organizações das Nações Unidas (ONU). A indicação formal aconteceu após se constatar o grande número de falantes no mundo, bem como sua destacável importância nos contextos político, religioso e cultural.

No total, 28 letras compõem o alfabeto considerado moderno, mais dois complementos, e sua leitura acontece da direita para a esquerda – diferente do português, por exemplo. E cada letra isolada tem um significado.

Um fato curioso é que a escrita faz uso somente de consoantes. Ao leitor, cabe a responsabilidade de incorporar as vogais. Isso, inclusive, é um entrave quando se fala em tradução. É preciso muita técnica e conhecimento do profissional para fazer uma tradução do árabe para qualquer outro idioma sem complicações.

Por ser uma língua bastante antiga, é rica em derivações linguísticas. São mais de 16 mil raízes, número muito maior, por exemplo, do que as 700 línguas latinas, que são mais modernas, o que também ajuda a entender os diferentes dialetos.

Árabe moderno, clássico e coloquial

O árabe moderno, diga-se, é uma derivação do árabe clássico ou corânico. Há, ainda, o árabe popular, o falado no dia a dia nas ruas entre as pessoas, que foge um pouco das formalidades da língua, como acontece com o português formal e informal. Interessante é que a forma mais antiga ainda é ensinada e, mais do que isso, praticada nos países que vivem a língua diariamente.

Isso porque o livro sagrado Alcorão, considerado o primeiro livro da literatura árabe, está escrito nesse tipo de linguagem. Logo, tendo em vista que se refere a uma escrita sagrada, deve ser transmitida da maneira mais fiel possível. Na prática, isso significa dizer que todo muçulmano conhece a língua tradicional dentro de um nível minimamente razoável. Note a profundidade disso.

Além de representar uma cultura milenar, que incorpora religião e mistérios, o árabe chama a atenção por sua beleza ímpar. As formas que representam a linguagem escrita têm um charme mais do que especial, as delicadezas das retas e curvas remetem a uma obra de arte feita a mão. Difícil não se impressionar.

O árabe e o português

Existe uma influência significativa da língua árabe em palavras consolidadas da língua portuguesa. Aqui, não se pode esquecer da invasão árabe na península ibérica, em 711, ou seja, Portugal e Espanha foram impactados do ponto de vista cultural e da língua árabe. Veja abaixo uma lista com quinze exemplos de palavras em português cuja origem é árabe:

alquimia (al-kīmiyā);

esfirra (ṣfīḥah);

limão (laymūn);

tambor (ṭanbūr);

alecrim (al-iklīl);

fulano (fulān);

alfazema (al-ḫuzāmah);

matraca (miṭraqah);

algarismo (Al-Ḫuwārizmī);

garrafa (garrāfah);

mesquita (masjid);

oxalá (law šā llah);

azeite (az-zayt);

papagaio (babbagā);

tâmara (tamrah).

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