O prêmio Nobel de Literatura de 2021, maior reconhecimento a um escritor vivo em todo o mundo, já tem dono. O escolhido da Academia Sueca neste ano é o romancista Abdulrazak Gurnah, nascido na ilha de Zanzibar, na Tanzânia, e radicado no Reino Unido.

Esta é a primeira vez que um autor nascido na Tanzânia ganha o famoso prêmio de literatura. Outro marco importante é que Gurnah é o segundo autor negro africano a faturar o Nobel, depois de Wole Soyinka, da Nigéria.

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Todas as dez obras do escritor de 73 anos são escritas em inglês, com traços de suaíli, árabe e hindi. Aliás, o suaíli é a língua nacional mais utilizada na Tanzânia, que tem mais de 100 línguas diferentes faladas no país, o que faz da Tanzânia a nação com maior diversidade linguística na África Oriental.

Em tempo, nenhuma obra de Gurnah foi traduzida para a língua portuguesa até o momento.

Colonialismo e destino dos refugiados

De acordo com o comitê do Nobel, o autor se destacou “por sua rigorosa e compassiva investigação sobre os efeitos do colonialismo e os destinos dos refugiados na lacuna entre culturas e continentes”. Além disso, o comitê destacou a dedicação de Abdulrazak Gurnah à verdade e sua aversão à simplificação, que chamou de nada menos do que impressionantes.

O escritor deixou seu país com destino ao Reino Unido quando tinha apenas 18 anos de idade. Sua mudança está atrelada a um conflito armado que ocorreu em Zanzibar, quando se deu uma perseguição ao povo árabe ao qual ele pertence, que era minoria. Na Inglaterra, tornou-se professor de Inglês e Literaturas Pós-Coloniais na Universidade de Kent.

Interessante é que uma boa parte dos livros do autor tem como temática uma história parecida, em que retrata pessoas que deixaram a Tanzânia em direção a outros lugares no mundo. Por exemplo, esses são os casos de obras significativas em seu portfólio, como “Memory of Departure”, “Paradise” e “By the Sea”.

Variedade linguística, de religião e cultura

Vale destacar que a ilha de Zanzibar, onde Gurnah nasceu, é marcada pelo encontro de diversas linguagens, religiões e culturas. E que, de alguma maneira, essa pluralidade se reflete na literatura do autor.

A Academia Sueca, que seleciona o vencedor do Nobel desde 1901, foi fundada pelo rei da Suécia há exatos 232 anos. O objetivo inicial do rei era proteger seu idioma. A título de curiosidade, o vencedor do prêmio recebe hoje 10 milhões de coroas suecas, ou o equivalente a R$ 6 milhões.

Ao longo de sua longa história, o Nobel de Literatura já premiou romancistas como Ernest Hemingway, Gabriel García Márquez e Svetlana Alexievich, poetas como Pablo Neruda, e contistas como Alice Munro.

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