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O músico Gilberto Gil é o novo membro da Academia Brasileira de Letras. O artista baiano de 79 anos foi eleito para ocupar a Cadeira 20, sucedendo o jornalista Murilo Melo Filho. Eleito com 21 votos, Gil, ex-Ministro da Cultura nos governos Lula, entre 2003 e 2008, é o segundo homem negro a ocupar uma cadeira na ABL.

“Gilberto Gil traduz o diálogo entre a cultura erudita e a cultura popular. Poeta de um Brasil profundo e cosmopolita. Atento a todos os apelos e demandas de nosso povo. Nós o recebemos com afeto e alegria”, declarou Marco Lucchesi, Presidente da ABL.

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O artista agradeceu os votos e expressou sua alegria em integrar a Academia. “Muito feliz em ser eleito para a cadeira 20 da Academia Brasileira de Letras. Obrigado a todos pela torcida e obrigado aos agora colegas de Academia pela escolha”, escreveu Gil.

Ainda em novembro, a ABL elegeu outros dois membros. O médico e escritor Paulo Niemeyer Filho passa a ocupar a Cadeira 12, enquanto o advogado e romancista José Paulo Cavalcanti é o novo ocupante da Cadeira 39.

Um pouco mais de Gilberto Gil

O novo membro da ABL iniciou sua carreira no acordeon, ainda nos anos 1950, inspirado por Luiz Gonzaga. Com a ascensão da bossa nova, Gil assume o violão e, depois, a guitarra elétrica, que dá o tom de suas obras até hoje. Seu primeiro LP, Louvação, foi lançado em 1967, e expressava sua forma particular de musicar elementos regionais.

Em 1963, Gil iniciou uma parceria com Caetano Veloso, que se tornou o movimento Tropicália, que contempla e internacionaliza a música, o cinema, as artes plásticas, o teatro e toda a arte brasileira.

O movimento foi mal visto pela ditadura militar, e os artistas foram exilados. Em Londres, recebeu novas influências do mundo pop, que teve efeito direto na obra de Gil. Nessa época, o músico inclusive chegou a gravar um disco na capital do Reino Unido, com canções em português e inglês.

60 discos e 9 Grammys

De volta ao Brasil, Gil seguiu com sua rica produção artística, que segue até os dias atuais. Ao todo, são quase 60 discos e cerca de 4 milhões de cópias vendidas. Ao longo de sua brilhante carreira, foi premiado com nada menos do que 9 Grammys.

Como Ministro da Cultura, o Acadêmico passou a circular em outras áreas, como o universo sócio político, ambiental e cultural internacional. Vale destacar a criação e implementação de novas políticas, desde a criação dos Pontos de Cultura até a presença do Brasil em Fóruns, Seminários e Conferências internacionais.

Na pauta do Ministro, temas que envolvem novas tecnologias, direito autoral, cultura e desenvolvimento e diversidade cultural. Além de discutir o lugar dos países do sul do planeta no mundo globalizado.

Seu trabalho vem sendo reconhecido por várias nações pelo mundo. Por exemplo, foi nomeado Artista da Paz pela UNESCO, em 1999, Embaixador da FAO, além de condecorações e prêmios diversos, como Légion d’ Honneur da França, Sweden’s Polar Music Prize, entre outros.

Gilberto Gil é a expressão de um Brasil plural, diverso e intelectual.

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