A língua indígena maori vive um momento positivo na Nova Zelândia, de franco crescimento. Os indígenas do país buscam cada vez mais utilizar sua língua original, enquanto os neozelandeses ditos brancos estão se apoiando no idioma e cultura maori para compreenderem toda a bagagem cultural do país.

Até o século 20, o maori era falado em todo o país. Desde então, porém, foi perdendo força. A ponto de, em meados de década de 2000, os mais jovens passarem a rejeitá-lo. Enfim, é chegada a hora da integração, do renascimento.

Para se ter uma ideia do status do maori na Nova Zelândia, até pouco tempo atrás somente 3,7% da população era fluente na língua. Diante desse cenário, especialistas apontavam para uma extinção do maori em pouco tempo. Os maoris representam 15% da população da Nova Zelândia, é bom dizer, e aparecem como segundo maior grupo étnico do país.

Hoje, estima-se que 158 mil falam a língua indígena maori em todo o mundo, conforme dados do compêndio Ethnologue. Curioso é que 100 mil entendem, mas não sabem falar.

Apoio do governo para fortalecimento da língua

Agora, o governo tem trabalho no fortalecimento do idioma, tanto que vai oferecer aulas de maori nas escolas até 2025. Segundo o Ethnologue, atualmente são 322 escolas de maori financiadas pelo Estado, incluindo o ensino na pré-escola.

Essa transformação, embora tenha ganhado força nos últimos anos, é resultado de uma luta antiga. Na década de 1970, um grupo de ativistas lutou pela expansão da língua e participação dentro da esfera política, algo inimaginável à época. As ações, porém, acabaram por surtir efeito, mesmo depois de tanto tempo.

Interessante notar que a maior visibilidade do maori e apoio governamental acabou ganhando o dia a dia dos neozelandeses. Não é mais raro um residente local atender o telefone dizendo “kia ora”, que significa “olá”, ou mesmo assinar uma conversa por e-mail escrevendo “nga mihi”, que quer dizer “obrigado”. São apenas dois exemplos que ilustram os novos tempos do país.

Exemplo de cima e integração dos povos

A primeira ministra Jacinda Ardern tem apoiado claramente uma maior participação do maori na vida dos neozelandeses. E como o exemplo maior vem de cima, não escondeu que está disposta a aprender a língua e, também, que sua filha recém-nascida será educada nas línguas maori e inglês. “É uma língua oficial, então por que devemos esnobar a sua disponibilidade universal e seu uso muito mais comum?”, disse Ardern.

Na visão de Scotty Morrison, professor de maori e coautor do livro “Maori at home”, quando os novos dados oficiais sobre a língua no país forem divulgados, com toda certeza haverá mais falantes do maori. Morrison também aposta que não demorará para que não maoris falem mais a língua do que os próprios maoris.

Já para Ella Henry, professora de estudos maori na Universidade de Tecnologia de Auckland, não se trata de um movimento passageiro. “Esta é a nova Nova Zelândia. Não é uma bolha na paisagem cultural. É o que a Nova Zelândia está se tornando: um lugar realmente integrado”.

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