A atriz Alaqua Cox está fazendo história ao interpretar Maya Lopez, a personagem principal da série Echo produzida pela Marvel. A atriz coloca em total evidência dentro de Hollywood o tema inclusão, afinal, ela é uma representante da tradição indígena, surda e deficiente física. Essa é a primeira vez que a Marvel trabalha com uma super-heroína nativo-americana e surda.

Hoje aos 26 anos, a atriz cresceu na Reserva Indígena Menominee, em Wisconsin, Estados Unidos. Sua trajetória profissional dentro das telas teve início em 2020, quando Cox ainda trabalhava em um armazém da gigante Amazon. Foram seus amigos que lhe avisaram sobre a busca por uma atriz mulher indígena surda na casa dos 20 anos. Deu tudo certo, a vaga ficou com Cox e um novo capítulo na história da produção cinematográfica se abriu.

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Até então, o que ocorria é que atrizes ou atores ouvintes faziam as representações de papéis dos surdos em produções audiovisuais – minimizando surdos e dando espaço para eventuais discriminações. Até porque é muito importante que atores surdos representem personagens surdos para que o público se envolva com a deficiência, e inclusive, abram-se novos horizontes de inclusão, acolhimento e aceitação.

Língua americana de sinais e língua indígena 

A língua americana de sinais é falada com constância em Echo, assim como a língua indígena Choctaw, dando espaço para a cultura ancestral. O elenco diversificado visto na série Echo, incluindo atores nativo-americanos e indígenas canadenses, deixa claro o compromisso autêntico com a diversidade. 

Na realidade, a inclusão não se restringiu da tela para o público. Nos bastidores, a tônica de Echo foi a mesma. Por exemplo, o próprio diretor da série, Sydney Freeland, teve aulas de língua de sinais e há também a roteirista nativo-americana Rebecca Roanhorse, veterana das HQs da personagem. Cox teve o apoio de um treinador de atuação surdo e um personal trainer também surdo para seu treinamento de dublês. A própria atriz disse que pediu ao elenco e à equipe de Echo que fizessem aulas de língua americana de sinais antes da produção.

Em uma entrevista ao programa “Good Morning America”, Cox disse que ser atriz lhe deu espaço para abordar a importância da representação inclusiva em Hollywood. “A representação autêntica é muito importante. As crianças surdas podem pensar: ‘Finalmente estou aqui. Sinto que tenho valor e posso fazer tudo o que quiser.’ Talvez eles possam ver essa semelhança em mim quando me veem na tela”, afirmou a atriz, acompanhada por seu intérprete de língua americana de sinais.

“Quando cheguei ao set, fui recebida com: ‘olá, como vai?’ em sinal. Era o básico, mas foi muito bom poder me comunicar. Isso me fez sentir muito mais confortável e acolhida”, acrescentou Cox.

Encontro inédito de super-heróis com abordagem inclusiva

Na série, há um encontro com o Demolidor, personagem da Marvel, um advogado cego e super-herói com sentidos sobre-humanos. Os dois entram em conflito, a heroína surda contra o herói cego. Como super-heróis com deficiência raramente são vistos, esta cena memorável na série, sem dúvida, é um passo positivo em direção à representação inclusiva.

“Na Gama!, acreditamos profundamente na importância da inclusão e representatividade, valores que ecoam com força na nova série da Marvel, Echo. Como uma agência dedicada à tradução e interpretação, celebramos a decisão de apresentar a primeira protagonista surda do MCU, destacando a língua de sinais como uma expressão rica e vital da comunicação. Assim como fazemos ao oferecer serviços em LIBRAS, Echo não apenas quebra barreiras linguísticas, mas também amplia horizontes, inspirando uma era mais inclusiva no universo cinematográfico e na nossa própria missão de conectar culturas e promover a compreensão global. Estamos entusiasmados em testemunhar essa representatividade e comprometidos em continuar promovendo a diversidade em todas as formas de comunicação”, diz Gabriela Slaviero, sócia da Gama! Traduções e Interpretações.

Echo, disponível na plataforma Disney+, é super importante porque posiciona uma personagem surda como um modelo positivo e versátil. Com certeza, uma inspiração para a comunidade de surdos e pessoas com deficiência.

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