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O hebraico é uma língua considerada especial porque tem história. E muita história. Ela faz parte da família das línguas chamadas semíticas, grupo que inclui hebraico, aramaico, maltês, assírio, árabe, entre outras, e são faladas no norte da África ao sudoeste da Ásia. Sua origem não é muito clara, mas estima-se que o hebraico tenha mais de 4 mil anos de história.

Além disso, existe um tom de mistério por trás deste idioma que, acredite, um dia morreu, mas, digamos, ressuscitou anos depois, e hoje é falado por mais de 9 milhões de pessoas em todo o mundo. E esse mistério desperta, naturalmente, a curiosidade, não é mesmo? 

Por isso, selecionamos neste post cinco curiosidades sobre o hebraico para você interagir com essa língua magnífica. Boa leitura!

1. Falantes e não falantes pelo mundo

Atualmente, o hebraico, a língua oficial de Israel, tem 9,3 milhões de falantes em todo o mundo, dos quais 8,3 milhões em Israel, segundo dados do site especializado em línguas Ethnologue. Interessante frisar que muitos judeus que vivem em comunidades fora de Israel, não dominam a língua. Ao mesmo tempo, há um grande grupo de judeus que vivem, sobretudo nos Estados Unidos e na França, que usam a língua em seu cotidiano.

2. O alfabeto hebraico

22 letras compõem o alfabeto hebraico, todas consoantes. Não há vogais nessa língua, que se escreve da direita para a esquerda, assim como no árabe. As letras têm um estilo mais quadrado e fala-se que isso está atrelado ao fato de o hebraico, quando surgiu, ter sido escrito em pedras. 

Calcula-se que existam aproximadamente 45 mil palavras primárias (leia-se as palavras que dão nomes a objetos, ações ou sentimentos). E outras 35 mil palavras consideradas secundárias. Parece muito, certo? Mas, na verdade não é tanto assim. Para se ter uma ideia, a título de comparação, o português tem mais de 400 mil palavras.

3. A língua sagrada

Os judeus ortodoxos consideram o hebraico uma língua sagrada, a escolhida por Deus para se comunicar com as pessoas. A Torá, os cinco primeiros livros da Bíblia, foi escrita no hebraico clássico. E foi esse cuidado dos religiosos durante séculos com suas preces e orações, que, de alguma maneira, perpetuaram a língua. 

4. O fim e o renascimento do hebraico

A dispersão dos judeus mundo afora contribuiu para o esquecimento do hebraico clássico, que foi considerada uma língua morta. Ficou restrito, apenas, no campo religioso, a partir das meditações e orações litúrgicas dos que viviam integralmente a sua fé.

Porém, a língua renasceu numa versão mais moderna, entre o final do século XIX e início do século XX. O principal responsável por esse feito foi um homem chamado Eliezer Ben-Yehuda, que acreditava que os judeus precisavam voltar às suas origens, formar uma nação e, como consequência disso, ter sua língua. E os esforços de Eliezer deram resultados. 

Trata-se de um caso raríssimo de morte e renascimento de uma língua.

5. Uma palavra e muitas traduções

As palavras da língua hebraica, no geral, são formadas da seguinte forma: radicais com duas ou três letras, com possível acréscimo de prefixos e sufixos. Dessa forma, uma simples palavra em hebraico pode significar o que cinco palavras em inglês poderiam transmitir. Quando falamos em tradução, imagine só o trabalho de um profissional tradutor nesse processo? Na prática, algumas palavras em hebraico, quando traduzidas para o inglês, podem se transformar em muitas palavras.

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