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O que japonês, coreano e chinês têm em comum? Todas são línguas de países que estão dentro do continente asiático. Essencialmente, essa é a grande semelhança, além das formas visuais, é claro. Porque quando as três línguas são analisadas com um pouco mais de atenção, fica evidente que integram universos linguísticos completamente diferentes.

Sim, japonês e coreano de alguma maneira foram influenciados pelo chinês, principalmente por conta da força chinesa na região, e a tradição da escrita chinesa, que tem mais de 4 mil anos. Mas, isso não significa que ainda hoje esses idiomas são minimamente parecidos. 

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A bem da verdade é que, embora possa existir uma proximidade nas formas para nós, ocidentais, chinês, japonês e coreano contam com características próprias, que fazem delas línguas bem diferentes uma da outra, seja na escrita ou mesmo na leitura. 

Afinal de contas, são três nações com suas próprias identidades, culturas e filosofias de vida. Portanto, conhecer essas diferenças, é uma forma de honrar e respeitar cada um desses três incríveis países orientais. Neste post, vamos mostrar as características de escrita de cada uma. Então, vamos em frente?

Chinês

Apontada como uma das línguas mais antigas do mundo, o chinês conta com sete dialetos, entre eles o mandarim, o mais popular e falado na China. Seu sistema de escrita, chamado hanzi, é muito peculiar. Não existem letras, mas apenas ideogramas, ou seja, símbolos nos quais estão contidos os significados de palavras e ideias. Por isso, ao contrário do japonês, o chinês é visto como um idioma monossilábico. 

A estimativa é que exista mais de 40.000 desses símbolos, um número verdadeiramente impressionante. Apesar disso, calcula-se que seja necessário cerca de 1.300 símbolos para um indivíduo ser considerado fluente na língua.

Japonês

No caso do japonês, a história é um pouco diferente. Acredita-se que a língua, aglutinante e polissilábica, é resultado de uma mistura de outras culturas e línguas, incluindo o chinês. Porém, com o passar do tempo, foi encontrando seu próprio estilo. Além dos ideogramas, como no chinês, o japonês tem outros dois estilos, chamados hiragana e katakana. 

Na realidade, ambos não possuem um significado único, apesar de contarem com um padrão fixo de leitura. O hiragana é requisitado no caso das palavras que não possuem um ideograma. O katakana, por sua vez, é usado com palavras estrangeiras. 

Além desses, existe também o Kanji, mais complexo em comparação com os outros dois alfabetos, uma vez que é representado por símbolos que significam ideias e conceitos.

Um ponto curioso é que aproximadamente 60% do vocabulário japonês é oriundo do chinês. Considerando a língua falada, todavia, esse índice cai bastante, para 18%.

Coreano

O coreano, também polissilábico, parece o mais destoante dos outros dois. Isso porque em seu sistema de escrita própria, denominado hangul, existem consoantes e vogais. O interessante, no entanto, é que essas letras não são escritas na sequência, mas são unidas em blocos, formando sílabas, os quais são chamados jamo. 

O alfabeto, no total, tem 24 caracteres, sendo 14 consoantes e dez vogais. Aqui, vale dizer que essas consoantes podem, de algum modo, sofrer alterações conforme o tempo verbal e o contexto. Assim, o alfabeto coreano pode chegar a 40 letras.

Por fim, o coreano como é conhecido atualmente começou a ganhar forma a partir do século XX. Antes, tinha mais semelhança com chinês e japonês.

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