O esperanto é uma língua artificial que nasceu oficialmente em 1887, a partir da publicação do livro Internacia Lingvo, ou na tradução livre, Língua Internacional. A obra foi publicada com o pseudônimo de Doutor Esperanto, mas sabe-se que seu criador foi o médico polonês chamado Ludwig Zamenhof, que tinha apenas 27 anos de idade quando lançou ao mundo sua ideia revolucionária. Esperanto significa “aquele que tem esperança”.

Seu criador viveu em Bialystok, hoje na Polônia, mas à época região era dominada pelo Império Russo. No local, havia uma miscelânea de línguas, entre elas o russo e o lituano. Vem daí o interesse de Ludwig, que era um poliglota e dominava 11 línguas, em criar uma língua neutra, universal, que facilitasse a comunicação entre pessoas de culturas diferentes.

A bandeira que representa o esperanto é predominantemente verde, com um pequeno pedaço em branco, onde fica uma estrela. A simbologia é interessante. O verde, é bom recordar, significa, entre outras coisas, esperança, enquanto o branco simboliza paz e neutralidade. A estrela de cinco pontas pode corresponder aos cinco continentes.

União dos povos por meio da língua

A ideia central do esperanto é ser uma língua universal, falada por todos os cidadãos do mundo como segunda língua. Um meio de unir povos e pessoas com culturas e línguas maternas diferentes, deixando o mundo um pouco mais fraterno e conectado entre si. É por isso que se classifica o esperanto como uma língua auxiliar e neutra. Importante: não há a intenção de substituir quaisquer idiomas. Essa neutralidade, aliás, não vincula o esperanto a qualquer religião, ideologia política, racial ou econômica.

Em linhas gerais, o esperanto é uma mistura de diversas línguas, como inglês, espanhol, francês, italiano, alemão, entre outras, reunindo o que existe de melhor em cada uma, em um único idioma. A intenção de Zamenhof era criar uma língua simples, fácil de ser aprendida e, claro, falada. Dessa forma, as palavras que passaram a integrar o dicionário de esperanto foram criteriosamente selecionadas pelo médico polonês.

Essencialmente, o esperanto tem 16 regras básicas, sem nenhuma exceção, e sua gramática é considerada regular. É uma língua fonética e todas as conjugações verbais são iguais em todos os verbos e em todos os tempos. Na prática, quem aprende a conjugar um verbo, na verdade aprende a conjugar todos os verbos. 

Além disso, cada letra tem apenas um som, o que facilita a comunicação. As palavras que acabam em “o” são substantivos. As que acabam em “a” são adjetivos. E as que acabam em “e” são advérbios. Outro exemplo que ilustra essa facilidade está na existência de apenas um artigo definido, o “la”. A título de comparação, no português, temos “o”, “a”, “os”, “as”. E os indefinidos “um”, “uma”, “uns”, “umas”. 

Língua reconhecida pela ONU

Em 1905, ocorreu o primeiro Congresso Internacional de Esperanto, na França, que reuniu cerca de 1000 pessoas de diferentes nacionalidades. Um ano depois, chegou ao Brasil, precisamente em Campinas, por meio do grupo Suda Stelaro.

Hoje, estima-se que existam 2 milhões de falantes de esperanto ao redor do mundo. Portanto, é considerada uma língua viva, falada em mais de 120 países. Existe uma comunidade global de esperantistas, que estudam e praticam a língua, e que produzem textos, músicas e filmes na língua universal.

A ONU, Organização das Nações Unidas, por meio da UNESCO, reconhece o esperanto como língua desde 1954. Inclusive, a entidade recomenda seu ensino a todos seus países membros desde 1984.

Por aqui, quem deseja aprender o esperanto pode fazer um curso online na plataforma de ensino de idiomas Duolingo. Seu aprendizado é considerado 10 vezes mais fácil que o inglês, por exemplo. E os especialistas dizem que conhecer o esperanto facilita o aprendizado de outras línguas.

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