Foto: Frederic Jean/Folhapress

No dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra, o MU.ITA, o Museu Itamar Assumpção, abre as portas para celebrar a vida e a obra do grande cantor e compositor brasileiro. O espaço dedicado ao artista, em princípio virtual, será o primeiro do Brasil com tradução para o iorubá, além dos tradicionais alemão e do inglês.

A língua, falada principalmente na Nigéria, também tem vida em outras nações como Benin, Togo e Serra Leoa. O iorubá ainda é utilizado em ritos culturais e religiosos afro-brasileiros, bem como afro-cubanos.

O espaço cultural tem direção de Anelis Assumpção, filha de Itamar, um dos grandes nomes da nossa música popular brasileira, que faleceu em 2003, aos 53 anos, vítima de câncer. Também integram a curadoria Frederico Teixeira, Rosa Couto e Ana Maria Gonçalves.

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Exposição permanente e mostras pontuais

O MU.ITA conta com uma exposição permanente sobre o artista brasileiro. O acervo tem mais de 2.000 itens com fotos, vídeos, músicas, textos, figurinos e acessórios originais, histórias, teses acadêmicas sobre sua obra, depoimentos e apresentações. 

Porém, além da mostra contínua, o museu, que pretende ser a principal fonte de pesquisa sobre o artista, terá ainda exposições menores pontuais, de curta duração, com participação de artistas contemporâneos.

“O Museu Virtual Itamar Assumpção nada mais é que o reconhecimento da grandiosidade da vida e da obra de um dos mais profundos artistas surgidos entre nós ao longo dessa história de sofrimento, luta e superação do negro na formação do Brasil. Não me toquem nessa dor. Sofrer vai ser a minha última obra, ressoam as palavras de Paulo Leminski na voz da melodia audaz de Itamar a escandir seus versos comoventes. Memória preta. Possibilidade negra de existir. Fonte cristalina de fluidos ancestrais”, afirma o cantor e compositor Gilberto Gil.

Itamar Assumpção é um dos principais nomes da chamada vanguarda paulistana do final dos anos 1970 e início dos 1980, no cenário independente. Gravou ao todo nove álbuns e mais de 300 músicas. Seus shows eram pura arte, com performances teatrais marcantes.

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