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O México deu um passo importante na direção de reconhecer e valorizar sua tradição e cultura indígena. A Câmara dos Deputados aprovou neste mês de novembro, por unanimidade (384 votos), um projeto que altera a constituição do país, o qual inclui as línguas indígenas como línguas nacionais, junto com o espanhol. 

O projeto agora vai para chancela do senado, mas, ao que tudo indica, será aprovado. Assim, as línguas indígenas terão o mesmo valor nos termos da lei do tradicional espanhol, o que representa uma vitória para os povos indígenas. 

De acordo com o Instituto Nacional de Línguas Indígenas (INALI), existem onze famílias linguísticas indo-americanas que estão presentes atualmente no México.

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Promoção e preservação do patrimônio cultural

No documento aprovado, fica claro o compromisso do Estado mexicano de promover a preservação, o estudo, a difusão, o desenvolvimento e o uso das línguas indígenas, uma vez que fazem parte do patrimônio cultural da nação. 

Além disso, os representantes do povo mexicano afirmaram que o país, enquanto poder público, se dedicará a promover uma política linguística multilíngue que incentive a alternância das línguas indígenas com o espanhol em todos os espaços públicos e privados. Sem dúvida, uma grande conquista para toda a sociedade.

“Este documento representa uma reivindicação do México profundo, do México histórico e atual, do qual devemos aprender a valorizar, promover e preservar para crescer como nação”, disse Aleida Alavez, responsável pela Comissão de Pontos Constitucionais do país.

“A riqueza cultural do país é imensa. E a história não será construída apenas por uma visão, mas por todas as visões que constituem a nação mexicana, sem subordinação, com igualdade de tratamento”, acrescentou Alavez em seu pronunciamento.

Língua como evolução

Na visão do historiador Gordon Childe, autor do livro “As origens das civilizações”, a linguagem é um dos pontos fundamentais para a evolução da sociedade. Porque é por meio dela que se transmite experiências, informações, ou seja, a base sustentável do progresso da humanidade. 

E, segundo Childe, a conquista espanhola provocou uma interrupção de certa forma abrupta nesse processo cultural, que acabou impondo costumes europeus aos mexicanos. Porém, esse reconhecimento do Estado é uma maneira de retornar às origens e destacar a diversidade linguística do México.

Em princípio, a proposta era para o reconhecimento nacional das línguas indígenas com 68 variantes linguísticas. Entretanto, decidiu-se depois por suprimir o número de línguas indígenas, bem como o número de variantes linguísticas. 

Isso porque o número de línguas nacionais é resultado de um catálogo elaborado pelo Instituto Nacional de Línguas Indígenas, que pode mudar conforme novas pesquisas ou novas reivindicações. De toda forma, é uma conquista enorme do povo mexicano.

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