No próximo dia 5 de maio, vamos comemorar o Dia Internacional da Língua Portuguesa. E para os festejos da data especial, o Museu da Língua Portuguesa, que reabrirá oficialmente no segundo semestre, organizou cinco dias de atividades gratuitas, entre 3 e 7 de maio. 

Esta é a quinta vez que o Museu faz uma programação comemorativa pelo Dia Internacional da Língua Portuguesa. E a segunda vez em que a programação cultural ocorre quase que exclusivamente no ambiente virtual, sobretudo por conta da pandemia. O lado positivo de tal medida é que o evento permitiu uma conexão maior com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

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A programação terá uma semana inteira de atrações, e inclui lives e exibições de vídeos, com participações de convidados nacionais e internacionais. Além disso, as comemorações envolvem visita presencial restrita à exposição Língua Solta, a primeira exposição temporária do Museu. 

Língua Solta consiste em um conjunto de artefatos que baseiam seus significados no uso das palavras. Entre eles estão objetos da arte popular e contemporânea, apresentados de maneira aleatória. A ideia da exposição é, entre outras coisas, levar o público a pensar nessa divisão.

Agenda online da comemoração

Já as atividades online vão se concentrar na segunda (3) e na terça (4) à noite. E na quarta (5), no Dia Internacional da Língua Portuguesa, a programação se estenderá ao longo de todo o dia. Os eventos podem ser vistos no Facebook ou no canal do YouTube do Museu.

Destaque para uma aula do músico e ensaísta José Miguel Wisnik, e uma performance do músico Tom Zé. Também merece destaque o encontro virtual com os escritores Mia Couto (Moçambique), José Eduardo Agualusa (Angola) e Inês Pedrosa (Portugal), e uma mesa também ao vivo sobre o funk e a literatura, com participação de produtores de conteúdo dos perfis Funkeiros Cults, Se Poema Fosse Funk e Favela Business no Instagram e do coletivo PerifaCon. 

As festividades online terão ainda a participação dos escritores Geovani Martins e Amara Moira, além da pesquisadora e curadora de Literatura Indígena Julie Dorrico, que conversam com Marcelino Freire sobre os falares do Brasil. Já Linn da Quebrada, Dino D´Santiago e Sara Correia se juntam ao compositor e ativista cultural Vinícius Terra em um bate-papo sobre a música e o videoclipe Meu Bairro, Minha Língua, que terá pré-lançamento durante a programação.

A programação também contempla a inserção de vídeos curtos com brincadeiras tradicionais, cantadas e ritmadas em língua portuguesa, nas versões do Brasil, Cabo Verde e Moçambique. A atração conta com a antropóloga brasileira Vivian Catenacci, a contadora de histórias caboverdiana Dulce Sequeira, além da cantora e educadora moçambicana Lenna Bahule.

No encerramento, a cantora Maria Bethânia, faz a leitura em vídeo “Os Argonautas” de Caetano Veloso, inspirado em Fernando Pessoa, famoso pelos versos “Navegar é preciso / Viver não é preciso”. 

Importante: nas lives, haverá tradução simultânea em Libras, a Língua Brasileira de Sinais. Mais: todos os vídeos exibidos terão legenda para facilitar a compreensão.

Veja abaixo a programação completa das comemorações do Museu da Língua Portuguesa:

Segunda, 3 de maio

19h – Abertura

Com Nuno Rebelo de Souza (EDP), Paulo Jorge Nascimento (Cônsul-geral Portugal, José Pedro Chantre D`Oliveira (Embaixador da República de Cabo Verde no Brasil), Larissa Graça (FRM) e Francisco Ribeiro Telles (secretário executivo CPLP). 

19h30 – Meu Bairro, Minha Língua

Pré-lançamento do vídeoclipe da música “Meu Bairro, Minha Língua”, que propõe em seus versos a redescoberta de nossas raízes, heranças culturais e relações históricas, por intermédio de vozes potentes desses artistas de países que falam a língua portuguesa, como Portugal, Brasil e Cabo Verde. Na sequência, o compositor Vinícius Terra conversa sobre o tema com Dino D´Santiago, Linn da Quebrada e Sara Correia.  

Terça, 4 de maio

19h – O Museu da Língua Portuguesa hoje

Os curadores Isa Grinspum e Hugo Barreto apresentam e conversam sobre a exposição de longa duração do Museu da Língua Portuguesa – o que mudou e o que permaneceu após a reconstrução. Mediação: Marília Bonas.  

19h30 – Praça da Língua

O compositor e pesquisador José Miguel Wisnik apresenta uma aula sobre algumas referências literárias e musicais presentes no espaço Praça da Língua – uma espécie de planetário do idioma. 

Quarta, dia 5 de maio

11h – Nós da língua portuguesa do mundo

Debate entre escritores de diferentes países de língua portuguesa sobre esse idioma que continua se reinventando, em sua imensa diversidade. Convidados: Mia Couto (Moçambique), José Eduardo Agualusa (Angola) e Inês Pedrosa (Portugal).  

Pílula – Eu de cá e tu de lá:  Exibição de vídeo de brincadeiras com palavras do Brasil, Cabo Verde e Moçambique. 

13h – Bailão das Letras: o funk e a literatura

Criadores de conteúdo no Instagram desafiam os preconceitos contra o funk e mostram sua relação com a literatura no dia a dia. Com Funkeiros Cults (Dayrel Teixeira), Se Poema Fosse Funk (Murilo Lense) e Jeferson Delgado (Favelabusiness) com mediação de Andreza Delgado (PerifaCon).

Pílula – Eu de cá e tu de lá: Exibição de vídeo com brincadeiras com palavras do Brasil, Cabo Verde e Moçambique. 

15h – As línguas do Brasil

Os escritores Geovani Martins e Amara Moira, junto com a pesquisadora e curadora de Literatura Indígena Julie Dorrico, falam sobre as variedades, influências e resistências expressas nos falares brasileiros.

Pílula – Eu de cá e tu de lá: Exibição de vídeo de Brincadeiras com palavras do Brasil, Cabo Verde e Moçambique. 

17h – Língua Solta

Os curadores Moacir dos Anjos e Fabiana Moraes apresentam a exposição temporária Língua Solta, criada para a reabertura do Museu da Língua Portuguesa.   

17h10 – Performance de Tom Zé – Língua Solta

O compositor Tom Zé realiza uma performance criada com exclusividade a partir do seu olhar sobre a exposição Língua Solta.

18h – Maria Bethânia lê “Os Argonautas”

Encerramento institucional, com Marília Bonas, diretora técnica do Museu da Língua Portuguesa. Na sequência, para encerrar a programação, em vídeo gravado com exclusividade para o Museu da Língua Portuguesa, a cantora Maria Bethânia lê a canção de Caetano Veloso inspirada no poema de Fernando Pessoa, marcado pelos versos “Navegar é preciso / Viver não é preciso”.

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