O gigante Google revelou uma nova ferramenta de tradução que tem como objetivo maior preservar as línguas indígenas. O app para celular chamado Woolaroo é gratuito, e está fundamentado no Cloud Vision API. Assim, permite que os internautas apontem a câmera para um objeto e, em seguida, recebam a informação do nome daquilo em uma língua original nativa.

A ideia central do Woolaroo é utilizar a tecnologia para ajudar nos processos educacionais, promovendo o aprendizado e a preservação de línguas, tudo de forma interativa. O app é um novo experimento do Google Arts & Culture, braço da empresa de tecnologia que cuida da divulgação e preservação de peças artísticas e culturais do mundo todo.

No momento, as línguas indígenas só estão disponíveis para ser traduzidas para três línguas: inglês, francês e espanhol.

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Yugambeh, língua australiana, é a primeira

O Yugambeh, uma língua aborígine australiana que corre o risco de ser extinta, foi a primeira a fazer parte do Woolaroo. 

“A equipe por trás do Museu Yugambeh trabalha há três décadas para ajudar a reunir a língua local e as histórias culturais. Dada a importância da língua aborígine para a cultura australiana, temos o incentivo para registrar as palavras conhecidas, mas em particular novas, que nossos membros da comunidade estão usando conforme o mundo evolui, trazendo novas tecnologias que não tínhamos antes”, comentou Rory O’Connor, CEO do Museu Yugambeh.

Até mesmo para a geração mais jovem a linguagem geral pode ser um desafio de entender. Às vezes, existe a dificuldade de descrever itens modernos usando línguas indígenas, como no caso do yugambeh. 

Por exemplo, é fácil ensinar as crianças as palavras árvores e animais quando estão ao ar livre, mas a tarefa torna-se mais difícil quando se está em casa. Outro exemplo está relacionado a novas palavras. A linguagem tradicional não tinha uma palavra para geladeira ou telefone, que até então eram designadas como “lugar frio” e “lançador de voz”, respectivamente.

Ferramenta pode ter participação de várias pessoas

Ainda de acordo com O’Connor, o Woolaroo é de código aberto e permite que comunidades linguísticas ao redor do mundo preservem e expandam suas listas de palavras e adicionem gravações de áudio para ajudar na pronúncia. Ou seja, trata-se de uma contribuição coletiva.

“Qualquer uma dessas línguas é um aspecto importante da herança cultural de uma comunidade. Esperamos que as pessoas gostem de aprender e interagir com um novo idioma e aprender sobre a diversidade de comunidades e herança que todos compartilhamos”, acrescenta. 

Hoje, a ferramenta do Google suporta dez idiomas globais: o crioulo da Louisiana; o grego da Calábria; o maori; o nawat (pipil); o tamazight; o siciliano; o yang zhuang; o rapa nui e o iídiche, além do yugambeh.

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