No dia 21 de dezembro de 2015, um incêndio de grandes proporções tomou o Museu da Língua Portuguesa, inclusive vitimando o bombeiro civil Ronaldo Pereira da Cruz. O fogo invadiu rapidamente os três andares mais a cobertura no prédio instalado na estação da Luz, na capital paulista, causando estragos enormes ao edifício e seu conteúdo multimídia. Segundo os bombeiros, a estrutura de madeira, material plástico e borracha acabou por facilitar a expansão das chamas à época.

Passados pouco mais de três anos da tragédia, o Museu da Língua Portuguesa está agora em contagem regressiva para a sua reinauguração. A expectativa é encerrar as obras no próximo mês de dezembro, com a abertura das portas para o público prevista para o primeiro semestre de 2020.

O processo de restauração do Museu

Menos de 48 horas depois do triste incêndio, alguns profissionais já davam os primeiros passos para a reconstrução do espaço, que se concentra sobretudo na parte estrutural do prédio, já que o acervo digital tinha backup. Ou seja, nada foi perdido. As medidas emergenciais no local tinham o objetivo de garantir a segurança do local, bem como iniciar os preparos para a longa restauração.

Em janeiro de 2016, o governo do Estado firmou um convênio com a Fundação Roberto Marinho, responsável pela instauração do Museu, em 2006, para liderar a reconstrução do patrimônio cultural. O acordo previa a colaboração da Secretaria da Cultura do Estado e da IDBrasil, responsável pelo gerenciamento do Museu. Já em março, a obra entrou em nova fase, com a impermeabilização das lajes, instalação dos sistemas de drenagem, além da construção de uma nova cobertura para evitar infiltrações de água da chuva.

No mês de junho, foi feita a contratação do projeto de restauro da fachada e das esquadrias, da cobertura e da arquitetura de interior. Quatro meses depois, mais uma boa notícia: o pagamento de R$ 29,9 milhões de indenização do seguro contra incêndio. 

Em novembro veio a aprovação do projeto de restauro, sob o comando dos arquitetos Pedro Mendes da Rocha (o profissional do projeto original) e Paulo Mendes da Rocha. No mês seguinte, enfim, as obras, com o início da restauração das fachadas e esquadrias, que levou um ano até ser concluída.

Outro momento marcante na reconstrução foi em julho de 2018, com a conclusão da obra da cobertura do prédio. A base da cobertura tinha madeira como elemento principal, seguindo recomendações dos bombeiros e de especialistas. Uma curiosidade: foram utilizados na cobertura 89.150 kg de madeira certificada proveniente da Amazônia.

A fase atual e as novidades

No momento, estão em andamento o projeto curatorial e museografia, além de obras de adaptação interna. A última fase da reconstrução do Museu da Língua Portuguesa será o conteúdo e a implantação da museografia.

Vale dizer que o Museu terá novidades em sua nova fase. O espaço Línguas do Mundo vai destacar 20 das mais de sete mil línguas faladas no planeta atualmente. O ambiente chamado Falares pretende mostrar a diversidade do uso do português nos vários grupos sociais e regionais do país, considerando os sotaques. Enquanto o Nós da Língua Portuguesa tem a intenção de apresentar o idioma no mundo, com seus falantes e a diversidade cultural existente entre os diferentes países que têm o português como a língua principal. 

Chega logo, 2020!

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