Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Academia Brasileira de Letras elegeu no início deste mês Fernanda Montenegro para a cadeira 17, que estava vaga desde março de 2020. A consagrada atriz recebeu 32 dos 34 votos e, assim, ocupa o lugar que antes era do diplomata Affonso Arinos de Mello Franco. 

Essa mesma cadeira já teve também, além do fundador Sílvio Romero, personalidades como Álvaro Lins e Antonio Houaiss.

“Fernanda Montenegro é um dos grandes ícones da cultura brasileira. Intelectual engajada e sensível leitora do real. Sua presença enriquece os laços profundos da Academia com as artes cênicas. Com ela, adentram luminosos personagens que marcaram gerações, passado, presente e futuro”, declarou o Presidente da ABL, Acadêmico Marco Lucchesi.

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A atriz de 92 anos, que deve assumir o posto em março de 2022, falou sobre a eleição. “A Academia Brasileira de Letras é um referencial cultural de 125 anos. Abrigou e abriga representantes que honram a diversidade da nossa criatividade em várias áreas. Vejo a academia como um espaço de resistência cultural”, disse Fernanda nas redes sociais.

Uma carreira brilhante

Nascida em 16 de outubro de 1929, no Rio de Janeiro, Fernanda Montenegro subiu ao palco pela primeira vez aos oito anos de idade, na igreja. A estreia oficial no teatro ocorreu ao lado do marido Fernando Torres, em dezembro de 1950.

Já na Tupi, em dois anos, participou de cerca de 80 peças, exibidas nos programas Retrospectiva do Teatro Universal e Retrospectiva do Teatro Brasileiro. Em 1952, ganhou o prêmio de Atriz Revelação da Associação Brasileira de Críticos Teatrais. 

Ao lado do marido, formou sua própria companhia, o Teatro dos Sete. A estreia, em 1959, atraiu centenas de espectadores ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A peça era O Mambembe, de Artur Azevedo.

Premiada dentro e fora do Brasil

Em 1999, Fernanda Montenegro ganhou o maior reconhecimento que um brasileiro pode receber da Presidência da República, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito “pelo reconhecimento ao destacado trabalho nas artes cênicas brasileiras”. 

Em 2004, aos 75 anos, recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Tribeca, em Nova York, por sua atuação em O Outro Lado da Rua, de Marcos Bernstein.

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